A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO EM PARAÍSO E O PROBLEMA REFERENTE À SAÚDE
Que espécie de mundo será o Paraíso Terrestre pregado pela Igreja Messiânica Mundial? Talvez nem fosse necessário repetir, porque já tenho me referido ao assunto diversas vezes.
O Paraíso Terrestre é um mundo de onde foram eliminados os três grandes sofrimentos do homem: doença, pobreza e conflito. Evidentemente, a maior dessas calamidades é a doença. Portanto, se Deus fosse salvar a humanidade neste momento, precisaria colocar a solução desse problema em primeiro plano e, daí, partir para a solução dos demais.
Que felicidade pode haver quando não se tem saúde? A ciência ou a religião, sejam elas quais forem, que não tiverem força para resolver o problema da doença, são desprovidas de validade, pois a solução da pobreza e do conflito só será possível com a solução da doença. Certamente não houve até agora nenhuma religião ou ciência que fizessem uma proposição tão ousada como a da nossa Igreja: criar um mundo absolutamente isento desses três males. Além do mais, sendo esse o seu objetivo, ela não poderia fazer tal afirmativa caso não tivesse plena convicção do que está dizendo. Se, por ventura, proclamássemos um empreendimento de tal grandeza sem estarmos absolutamente certos de poder realizá-lo, nos equipararíamos aos grandes mistificadores ou, então, seríamos loucos varridos.
Como dissemos, a Igreja Messiânica Mundial proclama a solução do problema da saúde e desenvolve sua atuação tendo como prioridade a erradicação das doenças. Para levar esse propósito ao conhecimento de todos, sempre que possível temos publicado fatos verídicos no jornal "Hikari" (Luz ) e na revista "Tijo Tengoku" (Paraíso Terrestre), editados pela Igreja. Mas as pessoas, principalmente autoridades, cientistas e especialistas, irão, em princípio, levantar dúvidas, pois, em sua maioria, são milagres quase impossíveis de ocorrer. É de se presumir, portanto, que, através de seus órgãos competentes, eles farão uma pesquisa pormenorizada a respeito. Em conseqüência disso, haverá até o perigo de serem levantadas questões inéditas. É o caso, pois, de se procurar saber se as inúmeras Experiências de Fé que publicamos são verdadeiras. Entretanto, chegando-se à conclusão de que são fatos verídicos, sem nenhum exagero ou mentira, que aconteceria? Talvez, por ser uma questão sem precedentes em toda a história da humanidade, poderia criar-se uma situação nada fácil e nunca imaginada.
Mas a realidade é sempre realidade e a verdade é sempre verdade. Nós mesmos, por que iríamos cometer a tolice de lançar-nos voluntariamente num redemoinho que poderia gerar um problema de gigantescas proporções? Assim, se retrocedermos um passo e meditarmos profundamente, veremos que uma obra de tal envergadura só poderia ser a manifestação de uma autoridade absoluta chamada "Tempo" e reconheceremos aí o verdadeiro e grandioso amor de Deus.
Como se pode constatar pelos inúmeros relatos de graças alcançadas, há exemplos de pessoas que, sofrendo de doenças graves, encontravam-se no abismo do desespero, pois, apesar de se submeterem a todos os tipos de tratamentos, não obtinham a cura. Logo, porém, que conheceram o JOHREI, experimentaram a alegria de escapar da morte e retornar à vida, não contendo palavras de gratidão. Como verão as pessoas esta realidade? Se houver quem a negue nu duvide dela, é porque não pôde sentir o problema na sua própria pele. Entretanto, caso venha a compreender, depois de uma pesquisa aprofundada, que não há mentira em nossas afirmações, qual deverá ser o comportamento do homem? O certo não seria aproveitar a força da nossa Igreja e lançar-se firmemente à solução dos sofrimentos do mundo? Se existirem criaturas que, mesmo assim, não movam um só dedo, é porque lhes falta amor à humanidade, ou porque as circunstâncias em que se encontram não o permitem, ou então porque são portadoras de doenças mentais. Não há outra maneira de encarar tal comportamento.
Acredito que expusemos os argumentos acima sem nenhuma reserva, mas para nós, que agimos de acordo com a Vontade Divina de salvar o mundo, trata-se de um brado que não conseguimos conter.
25 de junho de 1949