INTRODUÇÃO
Imagine se o mundo não tivesse cores, fosse todo em preto e branco. Como seria nossa vida? Como viveríamos sem as cores que nos cercam? Sem as cores da natureza? Sem o colorido das flores?
Pois é, as cores fazem parte das nossas vidas, assim como o ar que respiramos e no entanto são poucas as vezes que paramos para contemplar o colorido de algo a nossa volta, ou analisar as cores de um determinado objeto, seja ele da grande natureza ou criado pelo homem.
Apesar da influência que as cores nos causam, o que sabemos a seu respeito? O que é cor na verdade?
As cores que percebemos são produzidas pela luz. A luz do sol, que é composta pelas sete cores do arco-íris quando incidem em um objeto são absorvidas ou refletidas pelo mesmo, ou seja, algumas dessas cores são absorvidas, enquanto as outras são refletidas, e são essas que irão definir suas cores.
A cor é uma realidade sensorial, segundo os estudos de psicologia, à qual não podemos fugir. Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva. (...) o amarelo transborda de seus limites espaciais com uma tal força expansiva que parece invadir os espaços circundantes; o vermelho embora agressivo, equilibra-se sobre si mesmo; o azul cria a sensação do vazio, de distância, de profundidade. (Farina, 1973)
Algumas experiências psicológicas têm provado que há uma reação física do indivíduo diante da cor. Entretanto esse é ainda um vasto campo a ser explorado.
Fère (1960) in Fafina (1986) diz que a luz colorida intensifica a circulação sangüínea e age sobre a musculatura no sentido de aumentar sua força segundo uma seqüência que vai do azul, passando pelo verde, o amarelo e o laranja, culminando no vermelho.
O efeito produzido pela cor é tão direto e espontâneo que se torna difícil acreditar que ele conote apenas experiências passadas. Entretanto, cientificamente, nada comprova a existência de um processo fisiológico que explique o porquê dessa reação física do homem à estimulação da cor.
Afirma Lüscher in Farina (1986), que experiências têm provado ser o vermelho puro excitante. Quando as pessoas são obrigadas a olhar por um determinado tempo para essa cor, observa-se que há uma estimulação em todo sistema nervoso: há uma elevação da pressão arterial e nota-se que o ritmo cardíaco se altera. Segundo ele, o vermelho puro atua diretamente sobre o ramo simpático do sistema neurovegetativo.
Afirma também que fitar o azul puro produz efeito exatamente contrário: o ritmo cardíaco e a respiração diminuem.
Diante de tantos dados, acreditamos ser de fundamental importância conhecermos as cores mais a fundo, pois com esses conhecimentos poderemos contribuir para a formação de um mundo melhor, pois como o "Paraíso será o mundo do Belo" (MOKITITI OKADA) não podemos imaginar tal mundo sem cores.
Realizaremos, então, um estudo para conhecermos melhor como as cores podem nos influenciar física e psicologicamente, como nosso organismo reage fisiologicamente perante elas, e como podemos, utilizando seus recursos contribuir para harmonizarmos o mundo transformando-o em "Paraíso".
CAPÍTULO I
TEORIA DAS CORES
Para conhecermos melhor as cores precisamos conhecer um pouco de sua teoria.
As cores dividem-se em três grupos que são, cores primárias, cores secundárias e cores terciárias.
Cor primária: é cada uma das três cores indecomponíveis que, misturadas em proporções variáveis, produzem todas as cores do espectro.(...) (vermelho, amarelo e azul).
Cor secundária: é a cor formada por duas cores primárias misturadas em partes iguais (verde, laranja e violeta).
Cor terciária: é a intermediária entre uma cor secundária e qualquer das duas primárias que lhe dão origem. (Pedrosa, 1982)

FIG. 1 – Círculo das cores (Fabris, 1973)
Além de primárias secundárias e terciárias, as cores apresentam outras características. As cores podem ser também quentes e frias. Segundo Fabris (1973), o calor de um tom não depende da diferença efetiva de radiações, senão de uma ralação de sensações sentidas pelo homem na visão das mesmas cores. Se pode explicar pelo fato de que estamos acostumados a considerar como quentes as cores associadas, por exemplo, a idéia de sol, fogo... e associar a cor verde-azul da água à sensação de frio.
Por outro lado, continua ele, o calor de um tom é relativo: o magenta parece frio relacionado à um alaranjado; porém, parece quente relacionado à um azul.
As cores quentes são o amarelo, o amarelo-alaranjado, o alaranjado, o vermelho e o vermelho-violeta. São cores frias: o amarelo-verde, o verde, o verde-azul, o azul, o azul-violeta e o violeta.
As cores quentes tem uma capacidade de expressão e uma força diferentes das cores frias. Para obter uns e outros, especialmente se deve usar em massas de grande extensão, tem que ter presente sua diversidade tanto como significado com em superfície.
Considerando os fatores psicológicos as cores quentes podem se aplicar ao significados dos adjetivos: ensolarado, opaco, estimulante, denso, perto, pesado, seco. E as cores frias podem se aplicar ao significados dos adjetivos: sombrio, transparente, calmante, diluído, longe, leve, úmido.
Para Pedrosa (1982), os verdes, violáceos, carmins e uma infinidade de tons poderão ser classificados como cores frias ou como cores quentes, dependendo da percentagem de azuis, vermelhos e amarelos de suas composições. Além disso, uma cor tanto poderá parecer fria como quente, dependendo da relação estabelecida entre ela e as demais cores (...)" que as cercam. "Um verde médio, numa escala de amarelos e vermelhos, parecerá frio. O mesmo verde, frente a vários azuis, parecerá quente".
Um fator fundamental para entendermos porque as cores nos influenciam tanto física como psicologicamente é o de conhecermos um pouco do funcionamento do nosso organismo, e para isso precisamos estudar sobre o órgão da visão, pois é através dele que podemos contemplá-la.
CAPÍTULO II
FISIOLOGIA DA VISÃO
Para Fabris (1973), "a cor é um elemento sugestivo e indispensável que nos apresenta a natureza e o objetos criados pelo homem e dá a imagem completa da realidade."
Qualquer pessoa sente despertar suas fantasias ao olhar ou ler a palavra cor. A cor produz grade prazer ao espírito e aos olhos, que para ver necessitam tanto da cor como da luz, continua ele.
E para que se ocorra esse processo como que nossa visão se comporta?
Em primeiro lugar a luz é o elemento essencial para que a cor exista, sem ela, não há cor.
Ao receber o estímulo da luz, "os olhos alimentam o cérebro com informação codificada em atividade neural – cadeias de impulsos elétricos – a qual, pelo seu código e pelos padrões de atividade cerebral, representa objetos". (Gregory,1979).
O órgão da visão é, entre os órgãos do sentido, considerado o mais importante. Para Goldman, (1964), 87% dos estímulos que chegam ao nosso cérebro vão através da visão, ficando a audição com 7%, o olfato 3%, o tato 1,5% e o paladar com 1,5%. Daí conclui-se que as nossas reações e sensações ocorrem em maior parte pelo estímulo da visão ao nosso sistema nervoso central através do cérebro.
Segundo Iida (1990) a sua estrutura assemelha-se a de uma câmara fotográfica. A luz passa através da pupila, que é uma abertura da íris (fig. 2).

FIG. 2 – Globo ocular em corte. (Cambrige, 1984)
Essa abertura pode variar para controlar a quantidade de luz que penetra no olho, ou seja, aumenta na penumbra e diminui cada vez mais quanto maior for a luz que nela incide.
No fundo do olho fica a retina, nela estão as células fotossensíveis, que são sensíveis a luz e cor e transforma os estímulos luminosos em sinais elétricos, que são conduzidos ao cérebro pelo nervo ótico, onde se produz a sensação visual, chamadas de cones e bastonetes.
Os cones só funcionam com maior nível de iluminação e são responsáveis pela percepção das cores, além da percepção de espaço de acuidade visual. Os bastonetes já são sensíveis a baixos níveis de iluminação e não destinguem cores, mas apenas os tons cinza, do branco ao preto.
Tais características podem ser percebidas quando passamos de um ambiente escuro para o claro, por exemplo, na saída do cinema, há um ofuscamneto temporário, que dura um ou dois minutos, até que os cones comecem a funcionar normalmente. Do claro para o escuro a adaptação é mais demorada. Nesse caso, são os cones que deixam de funcionar, para aumentar a sensibilidade dos bastonetes.
CAPÍTULO III
CARACTERÍSTICAS DA VISÃO
Acuidade visual: é a capacidade para discriminar pequenos detalhes. Ela depende de muitos fatores, como por exemplo: iluminação e tempo de exposição. No entanto , luzes muito fortes prejudicam a acuidade, porque provocam a contração da pupila.
Acomodação e convergência: é a capacidade de cada olho em focalizar objetos a várias distâncias. O cristalino, uma lente que situa-se atrás da íris (fig. 2), fica mais grosso e curvo para focalizar objetos próximos e mais delgado par focalizar objetos distantes. Com o avanço da idade o cristalino vai perdendo sua flexibilidade, ficando mais duro, dificultando dessa forma a focalização de objetos próximos.
Percepção de cores: a percepção das cores só ocorre quando há luz. A luz é definida como sendo uma energia física que se propaga através de ondas eletromagnétcas composta pelas cores do arco-íris. Quando a luz incide em um objeto ela é refletida seletivamente. A luz refletida tem uma composição diferente da luz e essa diferença é a responsável pelo aparecimento de cores. Quando se diz que uma superfície é vermelha significa que ela absorve todos os demais comprimentos de onda e reflete só o vermelho. Quando um objeto é iluminado por luzes artificiais, a cor pode mudar porque o espectro (arco-íris) é diferente da luz solar. Assim, as cores ditas "reais" são aquelas que o olho humano percebe normalmente quando os objetos são iluminado pela luz solar
CAPÍTULO IV
EFEITOS FISIOLÓGICOS DA ILUMINAÇÃO
Os fatores que influem na discriminação da visão são: quantidade de luz, tempo de exposição e contraste entre figura e fundo.
Quantidade de luz: a quantidade de luz vai influenciar diretamente na discriminação do objeto, a sua quantidade deve ser dosada para que não seja pouca ou em excesso, pois, o excesso também atrapalha a visualização, principalmente se estiver incidindo diretamente no visão do observador.
Tempo de exposição: o tempo de exposição para que um objeto possa ser discriminado depende do seu tamanho, contraste e nível de iluminação. Se os objetos forem pequenos e o contraste for baixo, o tempo necessário poderá crescer sensivelmente.
Contraste entre figura e fundo: a diferença de brilho entre figura e fundo é chamada de contraste. Se não houver esse contraste, a figura ficará camuflada e não será visível. Para se obter contrate entre figura e fundo um dos fatores a ser considerado é o ofuscamento. Quando um objeto é mais brilhante que o fundo, ele é facilmente percebido, mas se ocorrer o inverso, haverá uma redução da eficiência visual devido ao ofuscamento.
Agora que já conhecemos um pouco da fisiologia da visão vamos então aprender como utilizar todos os recursos das cores para podermos combiná-las melhor e obtermos os melhores resultados.
CAPÍTULO V
ESQUEMAS CROMÁTICOS
Por que gostamos de determinadas cores e de outras não? Por que gostamos mais de uma determinada composição de cores e outras não?
Segundo Goldman (1964), gostamos ou não de uma determinada cor, porque em algum momento passamos por uma situação agradável ou desagradável onde aquela cor estava presente, seria a mesma relação que temos com, por exemplo, a música e o perfume.
Apesar de procurarmos seguir a intuição na combinação de cores, existe algumas dicas que podemos seguir como por exemplo observar a grande natureza, que é perfeita em suas composições, outra forma é seguir o círculo das cores e tentar combiná-las.
Partindo do círculo podemos encontrar três esquemas de combinações básicas: monocromática, análoga ou adjacente e complementar.
Esquema monocromático: é o esquema em que utilizamos apenas um cor em vários tons. Este esquema é utilizado quando se quer obter uma integração maior e homogeneidade. Porém, se muito utilizado, pode tornar-se monótono. (Fig. 3)

FIG. 3 – Esquema monocromático
Esquema análogo ou adjacente: é o esquema que utilizamos duas ou três cores vizinhas no círculo das cores. Este esquema é utilizado quando se quer obter uma sensação de profundidade, movimento, volume, luz e sombra. (fig. 4)

FIG. 4 – Esquema análogo ou adjacente
Esquema complementar: é o esquema que utilizamos duas cores diametralmente opostas no círculo das cores. Este esquema é o máximo de contraste que podemos obter entre duas cores, causa impacto visual, dá um certo ar dramático. Duas cores complementares juntas (lado a lado) tem sua intensidade aumentada, para diminuir essa intensidade utiliza-se o branco, o preto ou o cinza. (Fig. 5)

FIG. 5 – Esquema complementar
Porém, para combinarmos as cores não será suficiente só nos basearmos no círculo e os esquemas, existe outros fatores que devem ser considerados.
Ao utilizarmos um esquema devemos sempre considerar fatores como: peso das cores, o tamanho dos objetos, as diferentes fontes de luz, contraste simultâneo.
Peso das cores: as cores, além de todas as suas características psicológicas, exercem diferentes efeitos fisiológicos sobre o organismo humano e tendem, assim a produzir vários juízos e sentimentos. Aparentemente, damos um peso às cores. Na realidade, olhando para uma cor damos um valor-peso, mas é somente um peso psicológico. (fig. 6)

FIG. 6 – Sensações de peso e distâncias sugeridas pelas cores.
(Fabris. 1973)
"Em experiências realizadas, foram atribuídos pesos diferentes a objetos iguais, mas cada um desses pintado numa cor: preto, vermelho, púrpura, cinza, azul, verde, amarelo, branco. Colocaram-se, a certa distância um do outro, os oito objetos, quase iguais na composição, mas todos do mesmo tamanho, sendo cada um deles de cor diferente. As pessoas presentes foram informadas de que os objetos expostos possuíam um peso que variava de 3 a 6 kg. O resultado provou a existência de um peso aparente, devido à cor. Entre o preto e o branco, colocados nos dois extremos, registrou-se a diferença de 2,5 kg. Na realidade, todos os objetos eram do mesmo peso: 4 kg."(Farina, 1986)
Podemos ver no círculo proporcional de Newton (Fabris, 1973) essas proporções entres as cores primárias e secundárias (fig.7), e suas relações entre as complementares (fig. 8).

FIG. 7 – Círculo proporcional de Newton. (Fabris, 1973)

FIG. 8 – Proporções das cores. (Fabris, 1973)
Tamanho dos objetos: outro fator muito importante a ser considerado é o tamanho dos objetos, pois, mesmo que seja de uma cor considerada pesada, pode tornar-se mais leve se colocado ao lado de outro objeto de cor suave porém em dimensões maiores que ele. Devemos então, em um esquema utilizar as cores puras e pesadas em proporções menores que as suaves e leves.
Diferentes fontes de luz: (Farina, 1986) às vezes a cor dos objetos pode ficar extremamente alterada pelo tipo de luz que os atinge. Uma lâmpada de neon, por exemplo vai emitir, na maior parte, raios vermelhos. Emite tão poucos raios verdes ou azuis que os objetos, que sob uma outra fonte natural de luz, seriam verdes ou azuis, irão parecer pretos, por absorverem raios vermelhos.
Os comprimentos de onda das lâmpadas fluorescentes vão produzir uma luz semelhante à do Sol, mas a distribuição dos comprimentos de onda é diferente, além de conter poucos comprimentos de ondas vermelhas. Uma bola vermelha dentro de uma sala iluminada com luz fluorescente, parecerá marrom. (fig. 9)

FIG. 9 – À esquerda, uma bola vermelha numa sala iluminada por luz natural, à direita, numa sala iluminada com luz fluorescente, a mesma bola parecerá marrom. (Farina, 1986)
Qualquer ambiente, incluindo todos seus elementos materiais (móveis, cortinas, carpetes etc.), muda efetivamente de cor conforme sua suas fontes de luz. Até mesmo espaços enquadrados na escala do cinza, especificamente do branco ao cinza-escuro ( em paredes, carpetes), sujeitam-se a certa mudança, como empalidecer a cor da cútis das pessoas sob um farol de luz de mercúrio.
A cor, por não ser uma característica dos objetos, muda conforme o tipo de luz que recebe. E a beleza de uma cor, seja qual for, depende dessa fonte de luz. Mesmo à luz do dia, uma peça colorida modifica seu aspecto se o dia se apresenta azul-ensolarado ou nublado.
Um eficiente fluxo luminoso pode gerar maravilhosos contrastes em lugares de grande afluência de público, supermercados e shopping-centers, por exemplo, e com excelentes reproduções de cores.
Contraste simultâneo: objetos da mesma cor, sobre fundos diferentes, aparecerão com diferenças de intensidade e claridade. Da mesma forma, uma cor ao lado de outra mais escura, parecerá mais clara do que realmente é, enquanto se torna ainda mais escura pela aproximação daquela mais clara. (Iida, 1990)
Segundo experiências de Fabris (1973), uma cor ao lado de sua complementar parece mais acentuada, brilhante formoso; porém ao mesmo tempo, ambos resultam em mais difícil leitura. Este desagradável fenômeno se poderia corrigir fazendo que uma das cores seja muito mais clara, ou mesclando uma pequena proporção de um no outro;
Rodeado pelo preto um tom parece mais acentuado, brilhante e chamativo; rodeado por branco tende, ao contrário, a ser mais diluído, menos evidente, porque fica mais iluminado e disperso seu tom pelas radiações que refletem o suporte branco;
Um cinza ao lado de uma cor tende a tomar o tom complementar da cor a que de aproxima; um cinza junto a um amarelo renderá a tomar o tom da complementar violeta; um cinza junto a um vermelho toma o tom da complementar azul; um cinza junto a um azul toma o tom do vermelho, complementar do azul.
Nem sempre estas influencias tendem a favorecer a legibilidade. Conhecendo o princípio e avaliando os resultados, não é difícil dar-se conta da maior ou menor utilidade do fenômeno.
O contraste amarelo-preto é o primeiro a ser visto à grande distância; o contraste branco-preto tem um valor médio. A visibilidade do contraste vermelho-verde não tem bom resultado - pois irrita o olho pela ação simultânea das complementares - e péssima da verde-azul. (fig. 10)

FIG. 10 –Visibilidade dos contrastes à distância. (Fabris, 1973)
Segundo estas experiências, resulta que os elementos escuros sobre fundo claro se percebem melhor que os claros sobre fundo escuro; frisemos também que o conhecido preto sobre fundo brando e vice-versa, não gozam de tanta visibilidade como se faz presumir o freqüente uso que fazemos deles. (Fabris, 1973)
BIBLIOGRAFIA
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FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Pulo: Edgard Blucher Ltda, 1986.
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