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  • Moisés R. Fernandes

O Porquê dos Símbolos


Os símbolos expressam determinados desejos ou esperanças da humanidade que são os mitos. Os mitos seriam os pontos de vista básico, as estruturas básicas através das quais nós vemos o mundo. Os símbolos são um material visível, desenhado ou falado. Por detrás do símbolo há um mito que é uma estrutura maior.

Um mito se traduz em vários símbolos. Por exemplo, o mito do Sol se traduz em vários símbolos tais como: O rei, o coração, a fonte de energia, a arte, os filhos. O mito pode se apresentar sob vários símbolos. Na Alemanha, houve o nazismo; na França, Luiz XV; é o mesmo mito sob vários símbolos. Assim conforme forem os símbolos oficialmente adotados numa época eles refletem o mito que está por trás.

A Astrologia apresenta doze tipos básicos de mitos que se traduzem por meio de uma infinidade de símbolos. Por exemplo: é curioso observar que os governantes que na época da monarquia apareciam vestidos de dourado, cheio de ouro, quando veio a República eles passaram a vestir-se de preto. Aqui vemos a oposição do Sol e Saturno. A derrubada do rei, que é o Sol, foi sobreposta por Saturno.

Nisso podemos ver o entrelaçamento da história.

A Astrologia trata dos significados da experiência no tempo.

Os símbolos são figuras, sons, situações ou gestos que designam algo que não poderia ser designado de outra maneira, algo do qual não há palavras que possam exprimir tudo de uma vez.

Quando nós estudamos um mito, nós vemos tantas correspondências e tantos significados, organizados de tal maneira em torno de um símbolo que o mais adequado seria usar o próprio símbolo. Quanto mais difícil de captar o significado de uma coisa, mais se está próximo da idéia de símbolo. Os símbolos designam aquilo que as pessoas vêem e sentem, mas que nem sempre conseguem explicar.

Os símbolos se estruturam em torno de um núcleo que nós denominamos de mito. O mito aparece com vários símbolos. O mito é uma coisa mais difícil de apreender do que o símbolo. Por exemplo, o mito da divindade solar, da divindade central, que tudo comanda, tudo organiza e tudo vê, aparece no ocidente com o símbolo do Leão (O Sol) e no Oriente como o símbolo do Dragão. São dois símbolos de um mesmo mito. Portanto, temos um mito e várias traduções simbólicas. Depois de se traduzirem em símbolos este mito acaba se traduzindo em palavras, em idéias, em ideologias. A ideologia é estruturada a partir de um mito que constitui o seu núcleo. A ideologia tem uma série de ramificações que são particularizações para uma determinada circunstância social. Por exemplo, a ideologia do comunismo se desenvolve a partir do mito de Peixes, que é o mito da abundância universal, da redenção de todos. O mito estruturado para uma determinada circunstância se torna uma ideologia, mas a ideologia é um fenômeno secundário em relação ao mito, porque ela pode durar dez anos e o mito pode durar dez mil anos.

No momento em que nós recusamos um mito é porque já se instalou um outro. O mito de Aquário que estava guardado na gaveta começa agora a se tornar vigente, entrópico. O Aquário é o mito do conhecimento cósmico, do conhecimento derramado sobre o homem e na hora em que este mito começa a funcionar ressurge a Astrologia. Este é o momento, na comunidade onde nós vivemos, onde se tenta uma grande integração da consciência e um grande domínio sobre si. Este é um grande momento na história da Astrologia. Ela é um elemento auxiliar da intuição que propicia o máximo de integração da consciência.

Outras várias expressões simbólicas do mesmo mito, da divindade central, da divindade solar, podem ser mencionadas tais como o Cristo, o Hitler que quis estar acima da hierarquia, o rei Luís XIV. São várias expressões simbólicas ou símbolos do mesmo mito.

Nós podemos organizar todos os símbolos que existem em torno dos doze mitos representados pelo zodíaco.

O mito de Saturno sempre aparece como oposto ao mito do Sol. Sempre que se derruba um Sol ele é substituído por Saturno; pois, a negação do mito solar é sempre a instituição do mito saturnino.


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